Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016: Cadê os novos negócios?

A realização de megaeventos esportivos tem sido uma estratégia de diversos países para a atuação de investimentos e de evidência internacional. Investimentos estes na ordem de bilhões de dólares para que a infraestrutura do país de conta do recado da melhor forma possível. Segundo o Ministério do Turismo, aproximadamente 500 mil turistas estrangeiros devem visitar o Brasil durante a Copa do Mundo e mais dezenas de milhões de brasileiros devem movimentar-se entre as cidades-sede.

Comparativamente, existem outros inúmeros eventos que são realizados no Brasil na ordem de milhões de pessoas, no evento e também se deslocando para outras cidades. Alguns exemplos podem ser citados, como o Carnaval de Salvador, Recife e Olinda, o Círio de Belém no Pará, a procissão em Aparecida do Norte, o São João em Campina Grande e Caruaru, as micaretas pelo país à fora, dentro outros eventos. A complexidade de gestão, logística, locomoção/deslocamento via aéreo/terrestre, alimentação, acesso a informações, hospedagem, etc. é comparativamente na ordem de magnitude da complexidade de se trazer uma Copa do Mundo para o país.

Como em qualquer momento de caos, visualiza-se a possibilidade de criação de novos negócios inovadores no país. Todavia, será que o governo ou as escassas ventures capitals ou as aceleradoras no país estão dando suporte para a criação destes negócios de impacto gigantesco? Se sim, quais são os casos de startups que estão sendo criadas para resolver alguns dos diversos problemas que este tipo de evento trás para o país? Se não, o que estamos esperando? Será que, mais uma vez, vamos importar tecnologia de startups de fora do país? Anyway, alguém ai conhece alguma startup que está sendo criada para este segmento? Conte-nos…

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Entrando no mundo da Internet das Coisas [Parte 1]

Algumas semanas atrás fiz um post sobre internet das coisas (IoT – do inglês Internte of  Things), com um vídeo de uma casa inteligente (smart house), e prometi que iria entrar em mais detalhes sobre o tema.

A internet das coisas é um paradigma novo, que está ganhando terreno muito rapidamente. A idéia central é a presença pervasiva (que está espalhada, penetrada, infiltrada) de “objetos” (chamados de coisa) que são capazes se se comunicar e interagir uns com os outros de forma a efetuar determinadas tarefas. Essa comunicação geralmente se dá por tecnologias como RFID, tags, sensores, celulares, etc…

Claramente, essas tecnologias mudarão alguns aspectos de nossas vidas cotidianas, principalmente em casa e no trabalho. O NIC (Conselho de Inteligência Nacional) dos Estados Unidos incluiu internet das cosias na lista das 6 tecnologias que podem causar grandes impactos  no país até o ano de 2025. Na citação do próprio NIC:

até 2025, a internet estará contida em coisas usuais do dia-a-dia: embalagens de comida, móveis, documentos em papel, e muito mais.

Questões começam a ser levantadas e discutidas como: A internet das coisas é pervasiva (está espalhada) ou é invasiva (invade privacidades)? Não precisa nem dizer que essa discussão ainda vai dar muito o que falar, mas o fato é que a cada dia nos deparamos mais e mais com objetos conectados nessa imensa rede, e se comunicando formando uma rede de coisas (e não são somente celulares e tablets, outros tipos de coisas também). Recentemente foi publicado no site do gigaom um infográfico sobre internet das coisas, e abaixo está uma parte do infográfico que demonstra bem esse crescimento de objetos conectados.

Com o crescimento e melhoria dessas tecnologias que estão ao redor da internet das coisas, cada vez mais oportunidades serão criadas, partindo da idéia que as demandas da sociedade combinadas com a evolução dessas tecnologias vão difundir a internet das coisas de forma absurda.

Na segunda parte deste post vamos entrar em mais detalhes sobre os desafios ainda abertos nessa área e o que está sendo pesquisado atualmente.

Google+ é uma cópia do facebook?

Mais do que nunca, o futuro das redes sociais está incerto. Quem vai sobreviver? Qual rede social vai prevalecer?

Nos últimos dias o Google lançou o tão falado Google+ (Google mais em português e Google plus em inglês). No início só tinham acesso as pessoas convidadas, mas agora o acesso já está liberado e todos aqueles que quiserem entrar na nova rede social podem assim fazer.

O objetivo do google é conseguir que alguns (ou muitos) milhões de usuários que acessam o facebook, comecem a acessar o google+ (e talvez deixem o facebook). Com isso o google começa a dominar diversos campos da Web, como as redes sociais (google+), vídeos na web (youtube), fotos na internet (picasa), Webmail (gmail), chat online (gtalk), Busca (google), edição de documentos (google docs), etc…

Perceba o que está acontecendo, já vimos esse filme antes. Hoje em dia uma GRANDE parte dos usuários de computador pessoal utilizam o Internet Explorer, Msn messenger, Word, Excel, Powerpoint simplesmente porque eles vêm (quase) todos juntos em um pacote chamado Windows. O que leva a acreditar que uma boa parte também começará a utilizar o google+ pelo motivo do google ser o dono de várias outras ferramentas online e integrar facilmente todas elas.

Claro que isso tudo é especulação, vale lembrar que o google já lançou antes apostas no ar na intenção de concorrer com redes como Twitter e Facebook. Essas apostas foram o Buzz e o Wave e ambos não deram tão certo. Mas… aparentemente o google aprendeu a lição e resolveu “copiar” os segredos do facebook e você que está acostumado ao facebook não vai estranhar muito a interface e funcionalidades do google+, além disso o google+ “melhorou” algumas funcionalidades em relação ao facebook.

Além disso vale lembrar que migrar de uma rede social para outra não é tão simples, temos o exemplo do facebook e do orkut. Ainda hoje o orkut cresce no Brasil, apesar do facebook também crescer. Muitos mudam, outros resistem a essa mudança.

Mas no que depender dos combatentes essa briga está apenas começando. Já foi criada uma aplicação pro facebook para exportar os amigos do facebook para o google+, e o facebook bloqueou essa exportação (mas não se pronunciou a respeito). O Facebook vai fazer tudo o que puder para manter sua base de 750 milhões de usuários e crescer cada vez mais, e o google vai tentar comer uma fatia desse bolo.

Ps. o curioso é ver Mark Zuckerberg ser a pessoa com mais seguidores do Google+ 😛

Em quem você aposta? Será que vão surgir outros players de peso?

(um agradecimento a Vinicius Garcia (@vinicius3w), Diego Delgado (@dbdelgado), Felipe Ferraz (@felipesferraz) e Alexandre Álvaro (@alealvaro) pelas contribuições na discussão a esse respeito no twitter)

Empreendedorismo Iterativo e Incremental

Como já disse aqui no BdB anteriormente, é preciso romper com a cultura que somos ensinados a sermos empregados, e seguir em uma direção onde podemos criar produtos/oportunidades.

Algumas coisas me inspiram nessa direção, como a série posts de @luizborba sobre como criar uma startup (já sairam 4 capítulos, aqui estão os links #1 #2 #3 #4), e sugiro vocês lerem para também se inspirarem nessa cultura de startup.

Além desses links do blog de borba, sugiro FORTEMENTE a leitura dos seguinte posts: You’re a developer, so why do you work for someone else? e também The importance of sideprojects.

Dito isto, vamos entrar nos detalhes do post, que é uma narrativa dos meus primeiros passos nessa caminhada do empreendedorismo.

No início, eu martelei muito na tecla de ter uma idéia, mas aparentemente todas as boas idéias já tinham sido tomadas (aparentemente até as más idéias também :P), então gastei muito tempo prestando atenção e pensando em coisas que poderiam resultar em algum produto que não fosse tão complexo e nem tão demorado (de forma que fosse uma ótima escolha para o início dessa jornada).

Não demorou muito e a idéia apareceu! A idéia era um site onde as pessoas pudessem criar uma lista das 3 melhores coisas sobre qualquer assunto (algo como um TOP3 genérico o suficiente a ponto do usuário poder criar um TOP3 sobre qualquer assunto que vier a sua mente). A idéia era que uma vez criado o TOP3 as pessoas pudessem divulgar e discutir aquele TOP3.

Diante dessa dessa idéia (e da realidade onde eu teria 3 dias pra implementar essa idéia) listei algumas coisas que precisavam ser feitas, e aqui estão elas:

  • Login Integrado com Facebook (definitivamente a integração com redes sociais dão um potencial viral ao produto, além de poupar um tempo preenchendo formulário de cadastro [que é um saco])
  • Formulário para Criar Top3
  • Ter comentários integrados com o facebook também
  • Ter um Trending List dos Top3 mais comentados até o momento.
  • Ter uma página do usuário onde as pessoas visualizassem seus Top3’s.
  • Utilizar uma tecnologia de base NOSQL (para melhorar o desempenho e de quebra para que eu aprendesse)
Essa era a minha idéia, era tudo que eu conseguia imaginar no momento e na minha cabeça estava muito bom para um MVP (Minimum Viable Product). O resultado foi bom ao meu ver, consegui implementar o que eu queria e depois dos 3 dias a ferramenta foi publicada, e para acabar o mistério para quem não conhecia o nome do produto é myTop3 e a url é: http://mytop3.me.
Não precisou de nem 3 dias no ar para os Early Adopters (na maioria conhecidos meus e pessoas que eu conseguia alcançar através das redes sociais facebook/twitter/buzz) apontarem funcionalidades que iriam tornar a idéia mais legal. Percebam o valor disso, o máximo que eu tinha conseguido imaginar não era o ideal, e as pessoas não demoraram muito tempo pra perceber isso.
Se o site não estivesse no ar, essas sugestões nunca chegariam até mim.
Mas, sem mais delongas vamos as sugestões que as pessoas deram e que eu filtrei:
  • Seria interessante uma forma do usuário dizer se concorda ou discorda com o Top3 (que não fosse escrevendo um comentário simplesmente pra dizer “Concordo”)
  • Seria interessante o usuário poder deixar o seu próprio Ranking em um Top3 criado por outro usuário (naquele mesmo assunto obviamente)
  • Já que cada um poderia deixar seu rank, seria bom ter uma versão consolidade daquele Top3 baseado nos rankings que outros usuários deixaram.
  • Já que temos a opção de concordar e discordar, seri legal ter visibilidade dos mais concordados e mais discordados.
  • Deveria ter um campo de search (essa era óbvia mas não entrou no MVP)
  • A interface do site estava horrível segundo alguns (e eu também concordo, mas minhas habilidades de engenheiro de software não me permitiram fazer melhor)
  • Deveria ter uma interface em português também.
Essas são somente as sugestões que eu filtrei para poder fazer a versão 2.0 do myTop3, mas acreditem, as sugestões foram inúmeras (inclusive já separei algumas outras  sugestões para serem feitas na versão 3.0). 
A versão 2.0 está finalizada e já está no ar, então entrem, usem, e caso queiram sugerir coisas novas ou modificações fiquem a vontade aqui nesse espaço.
Ah, quase ia esquecendo… o título do post foi “Empreendedorismo Iterativo e Incremental” pois o myTop3 é simplesmente a primeira iteração em direção ao empreendedorismo e criação novos produtos/serviços!  🙂 Para aqueles que ficaram curiosos (e não conheceram a versão 1.0) abaixo está um screenshots da versão 1.0 e também uns screenshots da 2.0 para uma breve comparação.

A falta de inovação e empreendedorismo

Quando eu estava pensando num título para este post eu imaginei algo muito extenso, que com certeza não cairia bem para um título de post (talvez ficasse melhor em um título de uma tese de doutorado :P). Seria algo mais ou menos assim:

“A Falta de inovação e educação empreendedora e a distância entre a academia e a indústria: De quem é a culpa?”

Mas decidi por um título mais curto e mais objetivo. Há uns tempos atrás eu comecei a ler Pai Pobre Pai Rico, onde o autor fala um pouco dentro do enredo do livro em como somos ensinados a NÃO EMPREENDER. Somos educados (não somente pelos nossos pais, mas pela estrutura de ensino que temos em nossas escolas e universidades) a estudar, estagiar, trabalhar duro, se capacitar para um dia sermos CONTRATADOS por uma boa e grande empresa. Que ironia (Brasil em especial). O foco deveria ser completamente diferente, deveríamos ser educados para estudar, nos capacitar e trabalhar duro com o objetivo de CRIAR UMA GRANDE EMPRESA/PRODUTO (ou mesmo COMPRAR UMA GRANDE EMPRESA/PRODUTO) e CONTRATAR pessoas capacitadas para trabalhar nessas EMPRESAS. Uma diferença abismal.  Recentemente também acompanhei uma série de 19 posts do Prof. Silvio Meira (do Centro de Informática da UFPE) sobre educação empreendedora, onde ele também trata desse problema (recomendo a leitura).

Acredito que eu faça parte desse time de pessoas que foram criadas e ensinadas a batalhar para conseguir um bom emprego, mas diante de uma realidade de mundo atual, não podemos nos limitar a isso somente.

Mas finalmente, como corrigir um modelo desses impregnado em uma geração de pessoas que foram criadas e ensinadas a ser empregados? Como aprender a ser donos? De quem é a culpa desse modelo em parte “fracassado” que temos no Brasil hoje?

Parece-me um deadlock: A indústria brasileira não inova porque não tem quem invista e o os detentores do dinheiro não investem porque não existem muitas iniciativas de inovação. A universidade (estou falando mais da área de tecnologia da informação) não faz pesquisa relevante para o cenário (tempo e contexto) do Brasil e por isso o mercado não usufrui dessas pesquisas, e essa demanda não parte do mercado, pois a universidade está preocupada em publicar artigos (dentre outras, essa é uma das principais formas de avaliar um professor universitário aqui no Brasil). As pessoas não empreendem porque precisam estagiar e conseguir um emprego, e com isso as possibilidades de criar algo relevante para o mercado/indústria começa a diminuir. Os problemas são muitos, mas precisamos romper essa dimensão dos problemas e entrar de vez em outra realidade onde somos todos empreendedores em potencial [nossa área em especial permite que empreendamos com baixíssimo investimento inicial, e uma perfeita característica também de detectar potencial rapidamente de acordo com a reação do público.]

A única resposta (e que pode soar um tanto quanto clichê) que me vem a mente depois disso tudo é: A mudança depende de cada um, e de um conjunto de rupturas individuais com esses conceitos existentes.

Você pode se perguntar: Como eu vou fazer isso? O que eu tenho que fazer para romper com essa realidade?

Eu também me pergunto isso! Aguarde, no próximo post vamos discutir mais sobre isso…

O Futuro das Redes Sociais: Qual a próxima revolução?

Primeiro de tudo, não sou um pesquisador da área de redes sociais, e o que vou falar aqui é puramente minha percepção a respeito das redes sociais e do futuro delas.

A internet era “individual”, até que a revolução dos serviços de chat começaram a fazer as massas se conectarem (mIRCICQ,  Serviços de bate-papo nos sites, etc). Nesse momento você não estava mais só, você tinha oportunidade de falar, conversar e conhecer milhares de pessoas espalhadas pelo mundo.

Esses serviços de chat evoluiram para serviços de chat via texto  mais elaborados (MSN Messenger, gtalk, Yahoo messenger, etc).  A partir daí a revolução para comunicação via voz (skype, gtalk por voz, etc). Logo em seguida, uma rápida evolução também para comunicação com vídeo.

As pessoas estavam cada vez mais conectadas, mas as “conexões” ainda eram basicamente a dois, ou em pequenos grupos, no caso dos chats. Foi aí onde começou a grande a sacada, reunir todas as pessoas em uma rede social, aonde você pudesse estar relacionado a diversos outros “amigos”, participar de comunidades voltadas para um tema específico, trocar informações com diversas pessoas ao mesmo tempo, compartilhar fotos e vídeos com todos os seus conhecidos, achar pessoas que você não tinha contato a muito tempo (por meio da recomendação). Maravilha!

Começaram a surgir então ferramentas com esse foco, conectar pessoas a diversas outras, neste ambiente altamente colaborativo, onde cada um contribuiria para a submissão de informação, dados e conteúdo em geral. As primeiras iniciativas de sucesso foram o Orkut, MySpace e por aí vai. Até que chegou o Facebook, abalando! Praticamente nessa mesma época, começaram a surgir (e ainda estão surgindo) também redes socias com objetivos mais específicos como o LinkedIn (para conexões profissionais), Last.fm (para compartilhar e escutar músicas e gostos musicais), Votizen (rede social em desenvolvimento com foco político para o povo expressar suas idéias e feedbacks), Flicker para compartilhamento de fotos entre conexões, Foursquare que é uma rede social que envolve geolocalização para fazer checkins (utilizando a app mobile tanto para android quanto para iphone) nos lugares que você frequenta, dentre diversas outras.

E aí veio o Twitter! E o twitter chegou e “pegou”. O twitter cresceu tanto que até o mercado em volta do twitter cresceu com ele (clientes de twitter, outras redes sociais que se integram a API que o twitter disponibiliza, etc).

Então só resta uma questão:

Qual vai ser o futuro das redes sociais? Qual a próxima revolução?

Todo esse histórico das redes sociais é importante pois entendendo o passado é que se constrói o futuro.

  1. Então uma coisa é certa, a próxima revolução vai envolver redes sociais. Mas o que será exatamente?
  2. Dado o sucesso do twitter, podemos concluir talvez que a próxima revolução também vai envolver comunicação em larga escala.
  3. Dado o sucesso do foursquare,  a próxima revolução vai envolver geolocalização.
  4. Dado o sucesso das aplicações mobile, a próxima revolução vai estar no seu celular, no seu tablet e também no seu browser, e não apenas em um só lugar.

Definitivamente, os que sairem na crista da onda da próxima revolução das redes sociais vão ganhar dinheiro e mercado e serão copiados por centenas de pessoas e empresas.

Será que estamos seguindo as pistas certas?