A Educação está mudando…

Um estudo recente comparou duas versões de um curso de introdução a estatística, um ensinado (face to face) por professores e uma maioria ensinou online com apenas uma hora por semana de tempo face to face. Os pesquisadores descobriram que os alunos se saíram igualmente bem em ambos os formatos. A única diferença era que o grupo online aprendeu mais rápido que o ensino convencional.

Nos EUA, diversas universidades renomadas estão indo para este lado. O MIT (Massachusetts Institute of Technology), além de disponibilizar cursos de graça em seu site e uma plataforma para cursos online, chamada MITx, também tem parcerias de peso no lançamento de novas ferramentas, como o edX, em parceria com Harward. Por sua vez, Harward também dosponibiliza diversos cursos online em seu site. CMU (Carnegie Mellon University) também não fica para trás. Nem tampouco a Stanford University, disponibilizando cursos no iTunes. Adicionalmente, uma plataforma que integra 4 universidades do US (incluindo Stanford) tem feito bastante sucesso. Paralelamente, diversas startups estão sendo lançadas nesse segmento buscando esta oportunidade de mercado.

Dia desses abri um bate-papo destes com os alunos da UFSCar – Sorocaba. Interessante que diversos alunos já vem participando de cursos online como forma de complementar sua formação. Mesmo aqueles que tem dificuldade em matérias face to face tem procurado cursos na web para lhes auxiliar no processo de aprendizagem. Ou seja, o ensino/universidade está mudando rapidamente e como diria Jonathan Quinn, em 1997, “Universities won’t survive. The future is outside the traditional campus, outside the traditional classroom. Distance learning is coming on fast.” Finalizo o post com uma pergunta de outro post de um grande pensador, Silvio Meira: E a Universidade, já era?

 

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Cidades Inteligentes no BR?

O desenvolvimento de uma cidade é um processo complicado e o governo da cidade enfrenta inúmeros desafios em várias questões frente a esse crescimento, muitas vezes desordenado. No entanto, tornam-se elementos essenciais para a construção de uma cidade competitiva o desenvolvimento de infra-estrutura básica, bem como tecnologias, aplicações e serviços de TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação).

Neste sentido, para a construção de ambientes mais competitivos, as cidades devem concentrar principalmente na aplicação de TICs de última geração em todas as esferas, realizando a incorporação de sensores em equipamentos para hospitais, em redes de energia, ferrovias, pontes, túneis, estradas, edifícios, sistemas de água, barragens, oleodutos e gasodutos e outros objetos em várias partes do mundo, formando a chamada, Internet das Coisas. Ou seja, todos os objetos do dia-a-dia serão sensoreados e terão a capacidade de se comunicar, através da Internet.

Olhando para a perspectiva do BR, onde a Copa do Mundo e as Olimpiadas estão chegando, será que teremos algum “Smart City” até 2014? 2016? O Rio de Janeiro saiu na frente, mapeando diversos serviços e os disponibilizando na webfazendo concurso de apps. na web visando melhorar a qualidade de vida da população e até saiu no NY Times como “a nova cidade inteligente”. Já no Recife, a Odebrecht comenta que apenas a “Cidade da Copa” será a 1 cidade inteligente do BR. Jundiaí, no interior de SP, está se tornando referência no BR de monitoramento de transporte público. E a sua cidade, está pensando em algo? E você, porque não CRIAR {empreender} no setor?

Campus Party 2012 e o empreendedorismo

A Campus Party é considerado o maior evento de tecnologia da América Latina. Em sua quinta edição, o evento foi realizado na cidade de São Paulo e contou com a participação de aproximadamente 7.000 pessoas. Um dos atrativos do evento é a Internet de 20GBit/s, o qual a grande maioria dos “campuseiros” (pessoas que acampam no evento durante a semana toda) se interessam visto a facilidade para fazer Downloads e, principamente, jogar jogos. Aliás, pelo que vi nos 6 dias, a grande maioria esta – literalmente – interessada em jogar jogos on-line {infelizmente}.

Por outro lado, a Campus Party quer – definitivamente – ser reconhecida como um celeiro de criação de novas startups. Em dua quinta edição pode-se notar algumas idéias que deram {estão dando} certo.
Este ano, diversas palestras foram realizadas sobre o tema e foi realizado um reality show pelo Sebrae onde os 3 duplas de empreendedores trabalham em tarefas durante a semana, com consultoria diária e, ao final, o vencedor é apoiado a levar adiante a startup.

Todavia, após 5 anos, aproximadamente 40 mil pessoas já passaram por lá… e conta-se nos dedos idéias e startups que foram criadas na Campus Party. Será que a feira levou muito tempo para acordar com essa nova realidade? Será que os jovens que participam da feira, no decorrer dos 6 dias, não podem ter um foco mais interessante do que “jogar jogo on-line e baixar filmes/séries/etc”? Ou será que o foco das iniciativas/palestras/talks/etc não podem ser melhor direcionado para isso ao invés de ser apenas “eu falo e vocês escutam”? Já passou por lá? Comente sua experiência.

Educação X Empreendedorismo

Muito se fala de empreendedorismo e de criação de novos negócios de crescimento acelerado (startups) no Brasil. Muito se pergunta porque o Brasil importa tecnologia de fora. Afinal, idéias como Twitter, Facebook, Instagram, Zynga, dentre tantos outros poderiam ser criados aqui, right? Mas porque não foram?

Se fizermos uma pesquisa de opnião com venture capitals, angels, fundos, consultores de startups, etc. surgirão muitos problemas: falta $$, falta investidor de risco, muita burocracia para criação do negócio, falta de suporte, falta de conhecimento do mercado, falta co-founders que se complementem…. falta muita coisa e temos muitos problemas. Porem todo mundo tem problemas. Mas sabe um dos principais: educAÇÃO

Toda a geração de mão de obra especializada em qualquer área tem impactos de ordem de magnitude gigantescos para a cultura, economia, posicionamento e futuro de uma cidade, estado, país. Exemplos: UFPE+Porto Digital+CESAR, Santa Rita do Sapucaí / MG onde engenharia é formação básica de qualquer pessoa por lá há 50 anos, Índia com a formação de engenheiros em massa, dentre outros. Se falarmos de empreendedorismo no mundo, Harward, Stanford e MIT começaram há décadas a cultura & educação em empreendedorismo & inovação desde a graduação até pós e cursos especializados.

Agora, e no BR? Quais universidades estão preocupadas em ensinar, desde a graduação, este conhecimento? UFPE tem um perfil de Empreendedorismo na grade do curso de Ciência da Computação, UFMG tem disciplina de empreendedorismo optativa no curso de Ciência da Computação, UFSCar – Sorocaba tem disciplina de empreendedorismo obrigatória na grade curricular do curso de Ciência da Computação… e… onde mais? Quem souber, comenta ai…

Será que o BR está realmente se preparando para competir, a médio/longo prazo, com países “potências” em empreender/inovar?

Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016: Cadê os novos negócios?

A realização de megaeventos esportivos tem sido uma estratégia de diversos países para a atuação de investimentos e de evidência internacional. Investimentos estes na ordem de bilhões de dólares para que a infraestrutura do país de conta do recado da melhor forma possível. Segundo o Ministério do Turismo, aproximadamente 500 mil turistas estrangeiros devem visitar o Brasil durante a Copa do Mundo e mais dezenas de milhões de brasileiros devem movimentar-se entre as cidades-sede.

Comparativamente, existem outros inúmeros eventos que são realizados no Brasil na ordem de milhões de pessoas, no evento e também se deslocando para outras cidades. Alguns exemplos podem ser citados, como o Carnaval de Salvador, Recife e Olinda, o Círio de Belém no Pará, a procissão em Aparecida do Norte, o São João em Campina Grande e Caruaru, as micaretas pelo país à fora, dentro outros eventos. A complexidade de gestão, logística, locomoção/deslocamento via aéreo/terrestre, alimentação, acesso a informações, hospedagem, etc. é comparativamente na ordem de magnitude da complexidade de se trazer uma Copa do Mundo para o país.

Como em qualquer momento de caos, visualiza-se a possibilidade de criação de novos negócios inovadores no país. Todavia, será que o governo ou as escassas ventures capitals ou as aceleradoras no país estão dando suporte para a criação destes negócios de impacto gigantesco? Se sim, quais são os casos de startups que estão sendo criadas para resolver alguns dos diversos problemas que este tipo de evento trás para o país? Se não, o que estamos esperando? Será que, mais uma vez, vamos importar tecnologia de startups de fora do país? Anyway, alguém ai conhece alguma startup que está sendo criada para este segmento? Conte-nos…