Os testes estão atrapalhando a qualidade?

No primeiro post de 2013 relacionado a testes, compartilho com vocês uma palestra que encontrei do James Whittaker na conferência StarWest (Software Testing Analysis and Review) 2011. Largamente conhecido por suas contribuições a nossa área, ele questiona de maneira forte qual o verdadeiro papel dos testes.

James aborda diversas questões, que nos levam a refletir a importância de cada uma de nossas tarefas, por exemplo:

– Como ganhar respeito para os testes?

– Os testes são apenas uma disciplina que apoia o desenvolvimento?

– Os softwares estão ficando melhores… Porquê?

– Os bugs que você encontra poderiam ser encontrados pelos usuários?

– A única coisa que se mantém atualizada é o código.

O vídeo tem 55 minutos, mas tenho certeza que é um tempo bem investido. Assista e avalie como você se sente em relação ao seu trabalho com testes e principalmente como você pode torná-lo melhor?

 

“A única coisa que importa é o produto”

                                                                                     James Whittaker

Pessoalmente, concordo com muita coisa dita por ele no vídeo. Se prestarmos bastante atenção, o tom forte utilizado é apenas para chocar e chamar a nossa atenção a um problema visível e que muitos preferem empurrar com a barriga. Cada vez mais precisamos entregar valor, e ficar gastando tempo com atividades que pouco beneficiam o desenvolvimento do produto é um erro grave, do mesmo modo que o tempo perdido com trabalho que poderia ser melhor executado por ferramentas.

Você concorda com o cenário geral descrito por Whittaker? Ele, inclusive, aponta que estávamos enganados e que, sim, usuários e desenvolvedores podem testar melhor que uma equipe de testadores.

Link do post falando das ferramentas que o google tornou open-source para testes, mencionado no vídeo :

 – Google Testing Blog

No início do vídeo James faz um rápido questionário com a platéia, adicionei as perguntas abaixo em português, compartilhe conosco sua resposta:

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O que falta para implementação de Cidades Inteligentes no BR?

Cidade inteligente (CI) é um tema que está bastante em voga, tanto na mídia, como no mercado em geral. Por ser um tema muito abrangente, mas ao mesmo tempo específico para cada país, região, e/ou cidade; ainda não há um consenso a respeito da definição do termo Cidade Inteligente. Apesar disso, os envolvidos na temática convergem sobre o conceito, que basicamente associa as cidades ao crescimento inteligente, baseado em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
city-and-wires É fato que hoje em dia as TICs são uma ferramenta valiosa para qualquer área desempenhar seu papel na sociedade. Em se tratando do contexto de CI, o emprego de TICs pode alavancar diversas melhorias significativas para os cidadãos, como por exemplo, melhoria da qualidade do ar, deslocamento mais eficiente, atendimento de saúde especializado, dentre outros.

No Brasil a IBM largou na frente. Inicialmente com um projeto no Rio (leia mais aqui e aqui) e agora foi a vez de Porto Alegre firmar parceria com a gigante para se tornar Smart (aqui).

Lá fora, diversas iniciativas, patrocinadas por alguns gigantes como (novamente) a IBM, McLaren, Microsoft, Telefonica/Vivo e Santander, já estão rodando a todo vapor. Como exemplos podemos citar os casos de SingapuraEspanha e Portugal. Nestes projetos a grande sacada foi entender que Cidade Inteligente é muito mais um problema social do que tecnológico.

Social no sentido de que é necessário envolver as pessoas, independente de renda e faixa etária, como parte da solução. Não adianta investir maciçamente em infraestrutura e sistemas e não pensar em técnicas de incentivo a participação da população, visto que as pessoas constituem o pilar que da liga na combinação de TICs + Cidades.

É preciso desenvolver soluções para que a sua tia que não sabe nada de tecnologia possa usufruir e contribuir com a brincadeira. Iniciativas como The Fun Theory devem ser pensadas e discutidas. Recentemente a dinâmica conhecida como “Piano Staircase” foi implantada em São Paulo em plena estação Osasco da CPTM.

Por outro lado, sabemos que diversas iniciativas que são sucesso mundo afora não emplacam no Brasil. Alguns dizem que é o “jeitinho brasileiro”, outros a falta de infraestrutura (como por exemplo, 3G, 3GMax, 4G…) e alguns aspectos culturais.

Dessa forma, caro leitor do BdB, gostaria de levantar a seguinte discussão: Qual a sacada para o Brasil? A mesma aplicada lá fora? Ou o problema é o “jeitinho brasileiro”? Ou então a falta de infraestrutura? Futebol? BBB? Ou alguma outra coisa?

Deixe seu comentário e vamos fazer deste blog um “smart blog”.

In-Car Connectivity – Carros Conectados à Internet

Screen shot 2012-12-20 at 11.47.10No Salão do Automóvel de Frankfurt de 2011, a Ford anunciou o Evos Concept Car. Dentre as inúmeras inovações propostas, uma que se destaca é a interação do carro com serviços disponíveis na nuvem, que pretende transformar a maneira que guiamos. A idéia geral é apresentada por Paul Mascarenas – Ford Chief Technical Officer and Vice President Research and Innovation -, e pode ser assistida no vídeo disponível nesse link. Muito marketing vem sendo feito sobre o Evos; em especial, o 2012 Sydney Motor Show deu grande destaque ao conceito de automotive cloud connectivity. No entanto, pouco se vê se concretizando. Mais informações sobre o Evos pode ser encontrada aqui.

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Quem parece que vai concretizar essa história de In-Car Connectivity é a Volvo e a Ericsson. No último dia 17/12/2012, a Ericsson anunciou uma parceria com a Volvo que promete conectar carros com serviços disponíveis na nuvem. O anúncio pode ser lido na íntegra aqui. Desde então, o assunto tem sido muito comentado; por exemplo, Volvo and Ericsson Partner for In-Car Connectivity, e Ericsson e Volvo Lançam Carro Conectado na Nuvem