Agilidade é Ritmo!

Assitir palestras de alguns gurus é sempre interessante! Mesmo quando a palestra não está legal, em algum momento você pode escutar alguma frase ou alguma explicação que pode mudar sua vida. Eu diria que é mais ou menos como um atacante de futebol que é artilheiro, mas está jogando uma péssima partida, mas o técnico o deixa em campo pois a qualquer momento ele pode fazer um gol!

Dito isto, eu estava em uma longa palestra com um artilheiro, mas a palestra não estava tão interessante. Mas em determinado momento, falando sobre agilidade,  ele disse: “Agile is about rhythm!” Essa frase então chamou minha atenção e fiquei atento a explicação do que isso significava, e fez sentido pra mim.

Se você participa de um projeto que tem um determinado ritmo como por exemplo entregar um release do software a cada 6 meses, você tem “muito tempo” para pensar/fazer/detalhar requisitos, “muito tempo” pra implementar e por aí vai. É óbvio que você vai terminar fazendo mais do que o necessário para o momento e talvez não consiga finalizar tudo, além de colher o feedback muito tarde (em 6 meses tudo pode mudar).

No entanto, se você tem um ritmo de fazer um release por mês, você tem menos tempo pra focar em vários requisitos, por isso você só seleciona alguns deles (os mais importantes do ponto de visto do cliente), você nao tem tanto tempo pra discutir requisitos em um nível de detalhes muito aprofundado (a  não ser que realmente seja preciso) e você não tem tempo para perder tempo com reuniões sem sentido e etc, então você foca em desenvolver aquilo que tem pra ser desenvolvido de forma a receber feedback o mais rápido possível e mudar o mais rápido possível (antes que o custo da mudança seja muito caro ou inviável).

Ah, acho que tem um cenário pior do que os dois que apresentei, que é o caso de você não ter ritmo nenhum!

E você o que acha? Qual o ritmo que faz mais sentido para você ou para sua empresa?

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A primeira impressão é a que fica ?

Em nosso dia-a-dia, frequentemente, entramos em contato com pessoas e empresas, que até então não conhecíamos. Nesse instante, automaticamente, registramos nossas primeiras impressões sobre as características e comportamentos do outro. Impressões essas, que com o passar do tempo poderão se mostrar verdadeiras ou não, porém, definitivamente, influenciam na maneira como agimos e interagimos.

Nos tempos atuais podemos fazer uma análise parecida da relação das pessoas com os softwares, desde os aplicativos e jogos, que instalamos em nossos dispositivos móveis aos sistemas complexos que utilizamos em nosso ambiente profissional.

Essa primeira impressão de clientes e consumidores em relação a um software pode ser afetada por diversos fatores, entre eles:

– Interface gráfica

– Facilidade de Uso

– Performance (lentidão)

– Falhas (bugs)

No entanto, ao contrário das pessoas, primeiras impressões ruins de um software dificilmente são revertidas, isto acontece porque é muito fácil para o usuário, simplesmente, buscar por outro sistema, que apresente o mesmo serviço, porém com um nível de qualidade satisfatório. Principalmente, no ambiente web e nos dispositivos móveis, onde essa troca é ainda mais simples e menos custosa.

E o que podemos fazer para que nosso software não cause uma má impressão?

Acredito que o aspecto central é conhecermos bem as reais necessidades dos nossos clientes, identificar os aspectos fundamentais tanto do ponto de vista funcional como não-funcional e, definitivamente, nunca relegar a segundo plano a qualidade, afinal há cada vez menos espaço e tolerância com sistemas defeituosos e pouco confiáveis.

Link Adicional – The power of a first Impression

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O que vi e ouvi na 64th Feira de Veículos Comerciais em Hannover

Entre os dias 20 e 27 de Setembro, o Hannover Messe sediou a 64th feira de veículos comerciais, IAA 2012(Internationale Automobil-Ausstellung). Esse evento reúne os principais produtores de veículos de grande porte como caminhões, carretas, utilitários de menor porte como vans e combos, assim como produtores de peças e tecnologias para veiculos dessa categoria.Tive boas conversas com gente da Mercedes, Volvo, Bosch, BorgWarner, Donaldson, e alguns outros nomes desse mercado. Foi bom ver as novidades, e, claro, a evolução do software nesses produtos. Os hot-topics foram: comunicação carro-a-carro, personalização, integração com smart phones, e ampla integração com redes sociais. Em especial, a Bosch estava mostrando um sistema que permite personalizações em um caminhão, com base na sincronização entre o iPhone do motorista e o sistema central do veículo. Mais especificamente, antes de entrar no caminhão,  o motorista iniciava um app, e algumas configurações como regulagem de bancos e espelhos, e o esquema de cores do painel eram ajustados.

No que diz respeito a redes sociais, as preferências de restaurantes e localização de amigos, por exemplo, também fazem parte desses sistemas. Se em determinado momento o motorista iniciar uma busca de restaurantes próximos se sua localidade, o sistema dará destaques especiais a restaurantes que tenham similaridades com as preferências dele definidas em redes sociais, e mostrará como esses locais tem sido avaliados pelos demais clientes.

No que tange desenvolvimento desses sistemas, todos destacaram que o fato do software ter assumido papel chave nesse contexto foi importante, tendo em vista todo beneficio gerado. No entanto, os efeitos colaterais tem sido grandes. O principal problema destacado foi: Atraso na entrega do produto. Os cronogramas de projetos desses sistemas nunca estiveram tão atrasados. E todos culpam os times de desenvolvimento de software. Aquela velha historia que ouve-se frequentemente “a culpa é do pessoal da informática” se tornou comum nesse meio.

Muitos destacaram a necessidade de contratação imediata de profissionais qualificados para atuar no desenvolvimento de sistemas dessa natureza. As demanda são diversas: gerenciamento de requisitos, modelagem arquitetural, teste, controle de evolução,  gerência de configuração, e gerenciamento de projetos foram enfaticamente citados.

O mercado está aquecido. Apesar da crise na europa, as empresas tem contratado engenheiros de software aos montes. Aos interessados, se dediquem a aprender inglês. Sem ele todo conhecimento adquirido com métodos e técnicas computacionais não terão valia alguma por aqui.